Um sonho escrito em meio às adversidades do cotidiano: A alma fala, a mão traduz - Celeiro Cultural

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domingo, 7 de março de 2021

Um sonho escrito em meio às adversidades do cotidiano: A alma fala, a mão traduz

Por Luiz.D.S (Ghenys Todeskyni)

Escrever sempre foi uma das tarefas mais árduas, pois demanda da criatividade, do senso crítico e também da sensibilidade de se perceber o mundo a sua volta, portanto dar vida a um texto é colocar emoção, sentimento, amor e dedicação, pois através dele podemos entrar em mundos jamais visto, um universo novo cheio de aventuras, romances, paixões inacabadas, é se jogar no abismo das ideias e deixar que a asas da imaginação tome forma e nos leve para a ilha do saber.


Um sonho nasce das ideias traçadas no papel, nas metas, nos planos e projetos, escrever é dar vida aquilo que temos no nosso íntimo, é transcender as barreiras da alma e criar possibilidades para se alcançar um objetivo, ou um nicho específico de grupos, classes e credos. É criar pontes para que todas os grupos possam interagir e a partir desse encontro surgir novos caminhos, fórmulas e olhares.


No ano de 2018 em uma sala de curso, ao me deparar com uma ilustração de um amigo de sala senti a necessidade de traduzir aquela imagem, olhei profundamente e extrai a essência da figura em um poema, de versos não necessariamente em rimas, mas ali nascia um sonho, um desejo de se expressar através da linguagem escrita.


Isso foi se tornando cada vez mais empolgante, pois quem lia se identificava com a tradução daquela figura imóvel, ao se ler a tradução, era possível sentir o corpo embalar nas falas, nos gestos e na melodia em que se cantava o desenho sem ter nem mesmo o som, era a magia da escrita, invadindo o consciente chamando para brincar o lúdico e o desejo de se imaginar.


Ao perceber a proporção de ideias que só aumentava, senti a necessidade de organizá-las, para que o acesso pudesse se tornar viável a quem se interessasse, nascia um público, um grupo que começou a prestigiar tais textos, e isso era empolgante que foi preciso estabelecer metas e objetivos para que não ficasse somente em simples textos de um dia qualquer, mas que pudesse ser o descanso da alma em palavras rimadas, em textos organizados em metáforas, em sonhos escritos dando a possibilidade de se acreditar no inalcançável. 


A página outrora chamada “ De frente pra janela" trazia consigo uma leveza de se poder ver além do impossível, era transcender as barreiras físicas e voar para o horizonte calmo e sereno. A pouco foi se estabilizando e nasce então “Café com Poema" uma maneira mais sutil e direta, objetiva e talvez complexa por se dar a ideia de comodidade.


A página conta com alguns projetos que foram desenvolvidos por esse sentimento aguçado de trazer a vida aquilo que a parte física se encontra limitada. 


O seu Poema: a pessoa diz uma coisa que ama, um hobby ou um desejo e o próprio signo, a partir dessas informações é possível unir elementos para que nasça um poema com as formas e características daquela pessoa e foi uma experiência muito agradável e que movimentou muito a atenção para a leitura e esse era o propósito.


Mulher de Vênus: uma dedicação às mães, às mulheres que tiveram nesse momento um único e memorável êxtase divino, o encontro com o ser, o tempo exato para sua mais profunda reflexão da vida. Criar um poema através dessas informações, talvez seja a mais bela atitude escrita, ouvida e vivenciada, é trazer a vida em um papel com palavras.


Sem hora idade: a infância jamais deve ser esquecida, a criança que fomos, ainda continua a brincar e a pregar peças, por mais que a idade e o tempo digam que não. Trabalhar com a melhor idade é dar a possibilidade de se voltar no tempo, de sentir novamente o cheiro de campo nas visitas na casa da avó no interior, é saborear os deliciosos bolinhos da mãe em tempos de chuva.


Escrever é a magia de marcar o momento, eternizar histórias, é dar continuidade a um tempo, que jamais será esquecido. A importância de trabalhar a escrita e deixar que seu íntimo toque as inimagináveis páginas da vida, é voar além dos limites, convidando consigo pessoas que jamais viu ou teve a oportuno de conviver, mas é estar ali, como amigos eternos é a confraternização maciça do ser.


Diego Luiz (popularmente conhecido como Ghenys Todeskyni) graduado em Pedagogia, escritor, poeta, dono da página Café com Poema. Natural de Ilha Solteira


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