Especial Clube de Leitura: Leituras e encontros memoráveis - Celeiro Cultural

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Especial Clube de Leitura: Leituras e encontros memoráveis

"Os Catadores de Conchas": uma unanimidade no Clube de Leitura!

Neste sábado, 21, o Clube de Leitura “Ler É Viver” volta a se encontrar para conversar sobre “A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar. Trata-se do 35º livro lido pelo grupo. Ou seja, lá se vão 35 obras literárias, de autores nacionais e internacionais, que vão dos clássicos ao pop, de romances a reportagens, nos mais variados gêneros narrativos. Todas estas obras embalaram conversas deliciosas, que renderam assuntos que ultrapassaram as páginas dos livros e foram projetados para a vida real de cada um dos participantes do grupo. Na prática, as leituras compartilhadas do Clube de Leitura tornaram-se o mote de debates, que foram enriquecidos com o compartilhamento das experiências pessoais de cada membro.

Com “Orgulho e Preconceito”, por exemplo, os membros do Clube de Leitura tiveram a chance de debater sobre os costumes de uma época, que já não fazem tanto sentido no dia de hoje. Assim, a obra de Jane Austen rendeu uma grande conversa sobre o machismo e o papel da mulher na sociedade.

"Os Cem Melhores Contos": Clube vai às ruas pela primeira vez

Outra leitura marcante foi “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, organizado por Italo Moriconi. Foi a primeira vez que o grupo leu um livro que não era um romance. A proposta da mediadora Edilva Bandeira era que cada membro do grupo escolhesse um conto e comentasse o texto na reunião. Reunião esta que, pela primeira vez, foi realizada fora da Biblioteca Municipal Assis Chateaubriand. No intuito de ser uma confraternização de fim de ano, o encontro foi realizado no Restaurante Via Sul, e a conversa rendeu tanto que foi noite adentro. Um dos mais descontraídos da história do Clube!

Já “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, rendeu uma sessão de cinema no Clube de Leitura. Os participantes do encontro não só trocaram impressões acerca do livro, como assistiram, juntos, ao longa-metragem baseado na obra, protagonizado por Isabelle Huppert e Jean-François Balmer. A experiência se repetiu com “As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky, que rendeu uma reunião para falar sobre a obra, na Padaria Ki-Pão, e nova sessão de cinema, na Escola Arno Hausser, como parte do projeto Clube do Filme.


"Inferno": debate acalorado

Há também livros que renderam debates quentes, com muita polêmica e opiniões discordantes sendo confrontadas pelos participantes. Foi assim com “Caim”, de José Saramago, e “Inferno”, de Dan Brown, que se desdobrou num debate religioso interessantíssimo. Já a política foi o mote das reuniões que trataram de “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, e “Quarto de Despejo”, de Maria Carolina de Jesus. Esta última atraiu não apenas membros habituais, como também muitos participantes convidados, o que tornou a conversa ainda mais plural. Também rendeu muito o debate sobre “A Casa do Céu”, de Amanda Lindhout e Sarah Corbett. O relato da jornalista que foi sequestrada na Somália tocou a todos, e foi o mote para uma importante conversa sobre a terrível “cultura do estupro”, que teima em persistir na nossa sociedade.


"Quarto de Despejo": um debate político e social

Por fim, temos que lembrar das leituras que ganharam os corações dos participantes do Clube de Leitura, tornando-se verdadeiras unanimidades: “A Sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón, e “Os Catadores de Conchas”, de Rosamunde Pilcher. A história do menino Daniel, que descobre a fabulosa Biblioteca dos Livros Esquecidos e passa a investigar os mistérios que envolvem o escritor Julian Carax deixaram o Clube sem fôlego. Já a história de vida de Penelope Keeling, que amou intensamente na juventude e tem um olhar peculiar sobre a existência humana, emocionou. Todos se tornaram amigos e cúmplices da adorável Penelope e reverenciaram a narrativa tocante de Rosamunde Pilcher.


"A Sombra do Vento": a literatura homenageando a literatura

E estas foram apenas algumas das mais marcantes leituras do “Ler É Viver”. E muitas outras virão!

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