Ponto MIS exibe documentário sobre a cultura no Brasil pós-ditadura - Celeiro Cultural

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ponto MIS exibe documentário sobre a cultura no Brasil pós-ditadura


O Ponto MIS de Ilha Solteira virá com uma programação especial no mês de novembro. O programa exibe, gratuitamente, o documentário “Não Estávamos Ali Para Fazer Amigos”, sobre o cenário cultural brasileiro nos anos 1980. Serão três sessões, que acontecem de 24 a 26 de novembro, a partir das 20h, no Cine Paiaguás. A classificação é 14 anos e a entrada é gratuita.

Não Estávamos Ali Para Fazer Amigos” mostra os anos finais da ditadura militar brasileira (1964-85) mesclada à explosão da cultura urbana manifestada por um inovador conceito de jornalismo cultural impresso nas páginas do caderno Ilustrada entre os anos de 1981 e 86. Do último ditador, João Figueiredo, passando pela movimentação das Diretas-Já, eleição de Tancredo Neves, sua morte e a posse de José Sarney – e, entre seus primeiros atos, a censura à exibição de Je vous salue, Marie, de JeanLuc Godard. Período em que brotam de garagens, de bairros perdidos das cidades, de pequenos ateliês, grupos de rock, como Titãs e Ira!, artistas renovadores como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, poetas como Geraldo Carneiro e Antonio Cícero, artistas visuais como Tunga, grupos teatrais como Asdrúbal Trouxe o Trombone. Estes e outros mais – todos sedentos, para avançar na história, com uma temática explosiva, de enfrentamento à política tradicional. Artistas antenados com uma visão internacionalista da arte.


Dirigido por Miguel de Almeida e Luiz R. Cabral, o filme reúne imagens do período –posse de Figueiredo, Lula no estádio em São Bernardo, Diretas Já!, morte de Tancredo, rock, Sarney, censura a filme de Godard– e depoimentos de jornalistas da Folha e protagonistas das mudanças culturais vividas então no Brasil. Almeida escolheu como tema os anos 1980 –"uma época ainda mal contada no cinema brasileiro"– pela efervescência de cultura urbana, e queria falar de algo que tivesse vivido. Ele trabalhou na "Ilustrada", caderno cultural da Folha de S. Paulo, de 1980 a 1987. "Minha geração não era comprometida com partido, queria saber coisas da arte internacional. Fomos atrás e conquistamos espaço. Nada foi de graça, éramos policiados pela direita e pela esquerda", explica Almeida.

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